Bom... Como já falei, este BLOG está diretamente ligado a minha prática diária. Pois bem, deixe-me falar um pouco sobre ela.
Normalmente quando termino os trabalhos do dia começo com a prática (sádhana) e o estudo (swádháya) em prol da evolução espiritual. Se bem que não se deve fazer yôga mas sim viver em yôga. Esta diferenciação já me percorria os neurônios, mas quando li um texto de Pedro Kupfer aí caiu a ficha. Fiquei muito contente em perceber que já estava, mesmo inconscientemente, trabalhando a minha "consciência testemunha" (sakshi). E isto significa, usando as palavras de Pedro "(...) manter uma atitude de atenção plena em tudo, sem envolver-se com nada". Este 'não envolver-se' está intrinsecamente ligado a todos os caminhos espirituais orientais que eu já estudei, entre eles, o yôga.
Pode se ler no Bhagavad Gita (VI:4): "O sábio age sabiamente; nenhum desejo de lucro pessoal, nenhuma intenção de cuidar de si mesmo o move na sua sapiente atividade. Ele é inteiramente livre do querer do ego finito". Que fique aqui registrado esta observação crucial na vida correta no YOGA: a atenção contínua dos seus atos para domar o ego (aham) e integrá-lo a consciência superior (Atman).
Novamente me perdi na filosofia e não falei da prática... Pois bem: tenho feito uma prática de 1 hora e meia com alguns ásanas que descreverei em um outro post. Nos 30 minutos finais, tenho praticado uma meditação indicada pelos Kriya yoguis chamada Hong-sau que pode ser aprendida aqui: http://www.ananda.org/meditation/support/simplemedtechnique.html. A verdade é que esta é minha programação inicial, pois há muito pratico, mas sem uma programação mais firme. Logo que evolua, falarei aqui!
Namastê.
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Histórico
Eu tenho 26 anos de idade e há mais ou menos 1 ano e meio tive meus primeiros contatos com "aulas de yoga". Inicialmente minha visão era a da maioria: um lugar pra se aprender a relaxar. Eu nem imaginava que a prática de posturas (ásanas) pudesse ser tão intensa. Começou sendo uma brincadeira, confesso, mas depois da primeira aula já vi que estava redondamente enganado.
Entre idas e vindas consegui um condicionamento físico muito bom, mas algo me dizia que aquilo não era suficiente. Comecei a buscar em sites e livros este "algo mais". Qual a minha surpresa ao perceber que as posturas são apenas 1 de muitas técnicas. E sabe que? Depois dessa surpresa vieram muitas outras.
Como muitos pensam, yôga não é apenas praticar aquelas posições exóticas, tão belas e pulsantes. Yoga nem mesmo é apenas a prática, mas também é um fim. Pois sim... Tudo começa ao tentar entender de onde vem a palavra YOGA! Não irei me alongar, mas ela leva ao nosso termo: UNIÃO. O YOGA é ao mesmo tempo a união com "o algo maior (divino)" e o caminho para esta união. Mas se você tende a não crer no que chamamos DEUS, por favor não desista ainda deste caminho, pois poderás perceber que "o algo maior" tem suas nuances. Como diz Pedro Kupfer na introdução de seu livro 'Yoga Prático': "No Yoga não se precisa 'acreditar' em nada (...) apenas no axioma de que a energia vital existe e é real".
Deixei-te confuso? É... olhe que já li sobre isso durante alguns meses e ainda continuo aprendendo com cada nova explicação para o termo. E como estou começando o meu BLOG (e nem sei bem como organizar as coisas) espero que o leitor não julgue mal meus atropelos iniciais.
NAMASTE.
Entre idas e vindas consegui um condicionamento físico muito bom, mas algo me dizia que aquilo não era suficiente. Comecei a buscar em sites e livros este "algo mais". Qual a minha surpresa ao perceber que as posturas são apenas 1 de muitas técnicas. E sabe que? Depois dessa surpresa vieram muitas outras.
Como muitos pensam, yôga não é apenas praticar aquelas posições exóticas, tão belas e pulsantes. Yoga nem mesmo é apenas a prática, mas também é um fim. Pois sim... Tudo começa ao tentar entender de onde vem a palavra YOGA! Não irei me alongar, mas ela leva ao nosso termo: UNIÃO. O YOGA é ao mesmo tempo a união com "o algo maior (divino)" e o caminho para esta união. Mas se você tende a não crer no que chamamos DEUS, por favor não desista ainda deste caminho, pois poderás perceber que "o algo maior" tem suas nuances. Como diz Pedro Kupfer na introdução de seu livro 'Yoga Prático': "No Yoga não se precisa 'acreditar' em nada (...) apenas no axioma de que a energia vital existe e é real".
Deixei-te confuso? É... olhe que já li sobre isso durante alguns meses e ainda continuo aprendendo com cada nova explicação para o termo. E como estou começando o meu BLOG (e nem sei bem como organizar as coisas) espero que o leitor não julgue mal meus atropelos iniciais.
NAMASTE.
Boas Vindas
Este é um BLOG dedicado ao relato de minhas "práticas de Yôga". Ponho isto entre aspas pois o mais correto a dizer seria: "minha vivência no caminho do Yôga", ou algo assim. Por quê? Talvez eu venha a falar mais sobre logo logo.
Gostaria de avisar que não pretendo transformar este BLOG em um lugar para se estudar Yôga. Para isso estarei disponibilizando links mais apropriados, principalmente a "bibliografia" utilizada. Isso se deve primeiramente a que estarei basicamente relatando minhas experiências, o que, definitivamente, estará longe de "verdades" sobre a prática.
Espero, é claro, deixar sempre bons rastros para os interessados nos passos em busca do... yôga.
NAMASTÊ.
Gostaria de avisar que não pretendo transformar este BLOG em um lugar para se estudar Yôga. Para isso estarei disponibilizando links mais apropriados, principalmente a "bibliografia" utilizada. Isso se deve primeiramente a que estarei basicamente relatando minhas experiências, o que, definitivamente, estará longe de "verdades" sobre a prática.
Espero, é claro, deixar sempre bons rastros para os interessados nos passos em busca do... yôga.
NAMASTÊ.
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